Afinal que alimentação devo ter?

Afinal que alimentação devo ter?

Porque será que hoje em dia tanto se fala de dietas alimentares? Começando por desmistificar o termo “dieta”, este nome não significa regime-alimentar-para-perder-peso-que-chatice. Dieta é apenas o modelo alimentar que cada um de nós segue, podendo ser sopas em todas as refeições, ou uma dieta de pão, queijo e batatas fritas, são tudo exemplos. “Dieta” não significa que seja mais saudável.

Somos realmente fruto da alimentação que temos. Historiadores e arqueólogos têm revelado que as antigas civilizações em todo o mundo já haviam descoberto os benefícios de determinados alimentos. Há documentos históricos que comprovam as propriedades terapêuticas de certos alimentos e extratos de plantas, e que revelam a sua utilização para fins medicinais há milhares de anos. Não é portanto assim tão nova a atenção que se dá aos cuidados alimentares.

Se fizermos uma alimentação saudável, teremos fortes hipóteses de sermos saudáveis. Há uma forte relação entre o que comemos e o nosso sistema imunitário, que é de resto o que nos protege desde as infeções ao cancro, passando pelas alergias e pelas doenças auto-imunes.

Existem hoje em dia uma parafernália de estilos alimentares diferentes. Existem os vegetarianos que defendem o não consumo de proteína animal, os vegans que vão mais longe e afirmam que nem os ovos se devem comer, fazendo uma alimentação exclusivamente obtida do reino vegetal, ainda há os da paleo que viajam à fase paleolítica da história da humanidade e afirmam que os senhores lá desta época histórica teriam mais saúde por comerem carne, peixe, verduras e raízes. Depois ainda existem as dietas de emagrecimento que privilegiam os alimentos light, tais como refrigerantes zero calorias, fiambres de aves e gelatinas. Gostaríamos de chamar a atenção de que as ditas dietas de emagrecimento baseadas puramente nos alimentos de baixas calorias poderão ser um derradeiro caminho para a doença. Magro e com um cancro não parece ser uma boa ideia… Devemos acrescentar que os meus conselhos não são influenciados por motivações externas ou opiniões pessoais, limitamo-nos à saúde, às ciências da nutrição e ao que é óbvio e factual.

De modo a saber então se dieta alimentar que está a seguir é a mais correta para o seu organismo deve-se questionar a si próprio:

– Sinto-me feliz com o que estou a comer?

– Os meus intestinos funcionam bem?

Significa isto que evacua todos os dias, pelo menos uma vez por dia, com fezes cilíndricas, nem muito claras, nem muito escuras, sem pedaços de comida por digerir e sem odor muito forte.

– A minha digestão é boa, sem distensão abdominal, nem gases?

– Passo o ano inteiro sem me constipar?

– Estou livre de infeções recorrentes?

– Sinto-me com energia durante o dia?

– Estou livre de dores de cabeça?

– Tenho o peso adequado para o meu corpo?

– A minha pele reflete a idade que tenho?

Se a sua resposta for sim a todas estas perguntas, então estará a fazer a dieta alimentar que melhor o conduzirá à saúde. Os nossos organismos são todos diferentes. Não nos podemos esquecer que somos o resultado de uma experiência coletiva das nossas vidas. Com tantas variáveis diferentes, teremos que ser naturalmente todos diferentes! Siga o seu instinto e sinta o seu corpo. Normalmente ele dá-nos todas as respostas. Não tente ser perfeito, tente antes o equilíbrio.

 



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