Porque é que o Cancro adora Açúcar?

Porque é que o Cancro adora Açúcar?

É de facto bastante tentador deliciar-se com um bolo quando se está cansado e vulnerável, mas se tiver cancro ou formas celulares pré malignas, estará a “brincar com o fogo”. 
Sabemos que uma célula cancerígena tem 96 recetores de açúcar enquanto que uma célula normal tem 4. Apesar de o açúcar ser um conhecido acelerador do cancro isto raramente é dito aos pacientes para abdicarem dos seus alimentos favoritos. Na verdade, nos centros oncológicos de todo o mundo, bolachas, rebuçados e outros “petiscos” carregados de açúcar são frequentemente disponibilizados aos doentes oncológicos. Qualquer médico deveria saber disto! Qualquer médico tem a obrigação de saber isto, aliás! O exame sobejamente conhecido pelos oncologistas “PET scan” que identifica se há metástases pelo corpo é feito através de uma tomografia por emissão de positrões que para tal é injetado açúcar radioativo para que as células cancerígenas fiquem iluminadas. Esta ferramenta de diagnóstico baseia-se no facto de que as células cancerígenas adorarem açúcar. Elas literalmente devoram açúcar, ficando deste modo os tumores radioativos, brilhando no “PET scan”. Não existem por isso desculpas para qualquer médico que trate doentes com cancro não o aconselhar a mudar a sua dieta alimentar ou para que este procure ajuda neste sentido.

As células saudáveis transformaram-se em máquinas devoradoras de glicose quando perdem a capacidade de usar eficazmente o oxigénio. Em vez de serem aeróbicas, tornam-se anaeróbicas e utilizam a fermentação como forma de produzir energia.
A relação entre a fermentação e o cancro está bem documentado. Há décadas, dois investigadores do investigadores do Instituto Nacional de Cancro descobriram que quanto mais agressivo for um cancro, maior é a sua taxa de fermentação de glicose e quanto mais lento for o crescimento de um cancro, menor a sua taxa de fermentação. Os estudos que analisam biópsias do cancro da mama revelam que a fase da doença e o avanço das suas metástases correlacionam-se com o volume de recetores de insulina.

Hoje encontramos açúcar em tudo, desde a pasta de dentes aos molhos de tomate empacotados e processados. Para termos uma ideia do aumento drástico no nosso consumo de açúcar, em 1822 uma pessoa média consumia 2,9 kg por ano, ao passo que em 1999 uma pessoa média consumia 48,8 kg de açúcar, em 2005 um estudo publicado no WebMD revelou que em médica 70 kg de açúcar eram consumidos anualmente. Este consumo exponencial levou a Organização Mundial de Saúde a aconselhar o consumo máximo de 18 kg de açúcar por ano.

Os doces têm muitos disfarces: procure nos rótulos por xarope de milho, dextrose, maltose, glicose ou frutose. A dependência do açúcar é tida como uma causa subjacente não apenas do cancro mas também de outras doenças como a diabetes tipo 2 e as doenças cardíacas.

Preencha a sua alimentação com alimentos integrais e não processados, elimine os adoçantes artificiais, refrigerantes e sumos de fruta empacotados e sacie os desejos comendo mais proteínas ou experimente algum alimento amargo como o cacau cru.

Faça as mudanças necessárias e viva uma vida feliz e sem doenças!



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