Genes ou Estilo de Vida?

Genes ou Estilo de Vida?

Grande parte das pessoas que sofrem de doenças como a diabetes, a obesidade, a doença cardíaca, o cancro, e que essas mesmas doenças se manifestam em vários membros das suas famílias, têm interiorizado que a doença de que sofrem tem origem na genética que percorre a família. Hoje em dia, através do desenvolvimento da epigenética, sabemos que a história não é bem esta.

Os genes efetivamente não controlam o destino de ninguém. A vasta maioria dos problemas de saúde que sofremos são doenças multifatoriais ligadas aos hábitos de vida. A genética pode determinar a nossa predisposição para estas doenças mas estes genes têm de ser ativados (ou silenciados) por “gatilhos” ambientais, tais como a alimentação ou o stress emocional, para então originar a doença.

Desde o momento em que entramos no útero até aos últimos segundos da nova vida, os nossos genes são suscetíveis de alterar as suas predisposições às doenças. A nova ciência das origens fetais revela que aquilo que a mãe come durante a gravidez pode afetar tudo, desde o QI à personalidade da criança, até à sua estrutura óssea e cor do cabelo. Aquilo que vai na mente de uma mãe também tem um impacto. A depressão, a ansiedade, a tristeza e traumas vivido, têm potencial para deixar uma marca genética no bebé.

A teoria de que o estilo de vida tem mais impacto de que os genes, ganha força com um estudo dinamarquês de longo prazo. Quando os investigadores olharam para a história clínica de quase 1000 crianças adotadas, descobriram que estas crianças enquanto adultas eram mais propensas às doenças dos pais adotivos do que dos pais biológicos.
Aquilo que “corre” na família são os hábitos alimentares e estilo de vida. Há cem anos atrás 0,5% dos americanos tinham cancro. Hoje em dia quase 50% dos americanos irão ter um cancro durante as suas vidas.
Onde é que está a genética aqui?

A comida processada, as gorduras saturadas, o excesso de açúcar, os pesticidas, os herbicidas e os pensamentos tóxicos, juntamente com o aumento da poluição e da radiação, têm uma influência imperativa no aparecimento da doença.
Ao culpar os genes pela doença, está-se a tirar aos pacientes a possibilidade de intervirem positivamente nas mudanças ao seu estilo de vida.
Concentrarmo-nos nas alterações que podemos fazer pode ser a chave para uma saúde melhor.

A dieta, um bom grupo de amigos, um trabalho com sentido, a estimulação mental e um ambiente livre de toxinas podem ser muito mais importantes de que os genes com que nascemos.

Boas mudanças!



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