Cesarianas, O Glúten e a Hiperatividade

 Cesarianas, O Glúten e a Hiperatividade

Sabe-se que bebés que nascem de cesariana têm maior risco de desenvolver Hiperatividade, mas porquê?
Quando um bebé passa naturalmente pelo canal de parto, há milhões de bactérias que “lavam” a criança, transmitindo ao recém-nascido os probióticos adequados com efeitos benéficos para a saúde que perduram para sempre. Contudo, se a criança nascer de cesariana não passa pela tal “lavagem”, o que o predispõe mais a inflamações intestinais e por conseguinte a aumentar o risco de intolerância ao glúten e, mais tarde, de Hiperatividade.

Cerca de 80% dos neurotransmissores são produzidos no intestino. Isso mesmo! Aquilo que faz o nosso cérebro funcionar convenientemente é produzido nos intestinos. O exame de diagnóstico PET (Tomografia por Emissão de Positrões) mostra que crianças que sofram de Hiperatividade têm níveis baixos de dopamina. Esta relação entre a boa flora intestinal e a hiperatividade é portanto bastante clara.

A investigação mais recente tem dado ainda mais motivos para as mães amamentarem, já que os bebés que são amamentados, quando começam a comer papas que contêm glúten, demonstram um risco de menos 52 por cento de contrair doença celíaca, em comparação aos que não são amamentados. Um dos motivos prende-se com o facto de a amamentação reduzir o número de infeções gastrointestinais, reduzindo assim o risco de afetar o revestimento dos intestinos.
O leite materno diminuirá também a resposta imunitária ao glúten.

Uma criança diagnosticada com hiperatividade, déficit de atenção ou dislexia beneficiará portanto de uma alimentação que cuide da saúde dos seus intestinos, nomeadamente livre de glúten de lacticínios e com alimentos prebióticos.
Bebés saudáveis darão consequentemente crianças saudáveis.

Sempre que possível, parto natural e amamentação até aos 2 anos. 



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